Não vai assim à tanto tempo, tinhamos uma vida serena, calma e pequeno burguesa. Eu e a esposa davamos festas amiúde, a música corria agradável na nova, aparalhagem paga as prestações. Todo o mundo se divertia, mas quando o meu querido Ed. punha pela 2ª vez consecutiva a Lacrimosa tinhamos que decidir quem ia levá-lo a casa e metê-lo na cama, o gajo era pesado e a conversa animava:
Primeiro vem o Confutatis, só depois a tal Lacrimosa tudo isto é do requiem, como é lógico, e lindo como tudo:
Gosto muito da música, mas admiro o video por ser baseado nas fabulosas fotos de Sebastião Salgado dos garimpeiros da Serra pelada. Este brasileiro é, na minha opinião um dos melhores fotografos do mundo e não se entende porque tem um site tão fraco, na mera perspectiva de um webmaster, como utilizador é um dos sites mais marcantes e deprimentes que pude ver. Por falar conheci ele pessoalmente, é uma pessoa tão simples mas que parece ter uma aura à sua volta. Grande povo brasileiro que se dá ao luxo de esquecer os seus génios.
Pois sou, mas sei lá, estou a cair de sono e mereço ir dormir descansado. Quero poder ter sonhos lindos com uma amiga minha, não vou falar muito dela, mas é uma mexicana que vive num paralelo previsto por um vidente há muitos anos!!! Mas ela de paralelo não tem nada, apesar de que se quizer pode ser o meridiano do resto de minha vida, e quem sabe, ficaremos juntos até ao equinócio !
Mas o que quero é dar-lhe graxa e como sei que ela gosta de Radiohead aqui fica:
Ao contrário do que seria de esperar adoro Espanha e gosto muito de alguma música clássica. Acho ainda que o bizarro país de ” nuestros hermanos” foi sempre melhor entendido nas suas grandezas e misérias por estrangeiros. Basta pensar em, Ernest Hemingway.
Para mim este Capriccio Español do russo Rimsky Korsakov, resume melhor a Espanha que um qualquer folheto turistico!!!
Os The Cure nos seu melhor. Uma introdução longa, longa. Uma música triste mas cheia de esperança. Acordes complexos plenos de simplicidade. Robert Smith com o cabelo cortado!!!
Enfim como é que uma música tão triste nos pode fazer sentir tão bem? Quem é que não tem como melhores recordações, momentos em que nem ganhou nem perdeu, nem se divertiu nem se chateou, apenas se limitou a estar e a sentir?
O reclame da vodafone está por todo o lado, nem sei nem quero saber de quem é a música mas lá que é uma cópia descarada do “In between days” dos The Cure lá isso é. Ora ouçam lá:
Um dia, ainda muito puto, fui parar a casa de um familiar meu, tão ou mais sábio de que as suas enormes barbas poderiam fazer suspeitar. Ele olhou para mim riu-se e disse:
-Tu não estás bem? espera que já te ponho bem, esquece por uns momentos que es punk e curte esta espanholada… e põs isto a tocar … fiquei bem como é óbvio
Tou lixado. Queria uma música Portuguesa que me batesse, sem ser dos Madredeus nem dos Sétima Legião. E não é que fica dificil!? Vou ao youtube ver se têm o Bellevue dos Gnr, se não vou é pôr uma m*rda qualquer:
Pois … vão ter que gramar com Oxalá dos Madredeus… nunca pior:
Acusam-me e com razão de ser um passadista que ficou preso no tempo. Eu bem tento manter-me updateded mas fica dificil, é tudo tão dejá vue. Mas o Escoceses Franz Ferdinand salvam-me pois não é assim tão antigo. A música é excelente e o video uma obra prima, aquela cenas tipo De Chirico sáo alucinantes
The Chameleons, um dos grupos mais injustiçados dos anos 80. È engraçado com há revivalismos dos Police e até dos Duran Duran e os chameleons continuam no esquecimento. Deixo aqui Soul in isolation por ser uma das mais mediáticas ( a ver se pega) mas estes gajos tem coisas tão bonitas e bem mais simples. Façam umas pesquisas:
Mais umas horas e o meu puto acorda. Antes de ter direito de ir jogar “Fiesta” tem que gramar o blogue do pai. Para amenizar deixo aqui esta lindíssima música de Adriana Calcanhoto que ele adora. Depois já pode ir lutar mais inspirado:
Hoje estamos macabros. Já é o 2º morto de que falamos. Cada geração teus os seus idolos suicidários, Jim Morrison para os meus irmãos mais velhos, Kurt Cobain para os sobrinhos. A minha devia ter posters do Ian Curtis com uma corda ao pescoço no quarto dos filhos, mas não, apesar de venerarmos os Joy Division quase não me lembro de idolatrarmos o Ian. No fundo ao matar-se ele libertou toda a criatividade que estava latente nos outros membros da banda.
New Order é uma banda genial que nunca poderia ter aparecido sem o sacrificio do deprimido Ian Curtis. Fica aqui uma música que ainda à uns meses me levou para a esquadra por estar a dançá-la com 2 amigos no meio da rua às 6 da manhã! Ouçam, vale mesmo a pena:
Que melhor me podia acontecer que encontar uma fantástica versão dos the Cure de Love will tear us apart dos Joy division, pena o video ser tão foleiro, mas tem a letra.
Que me perdoe o robert smith, mas esta versão é apenas engraçada:
Andava eu à procura duma música dos The Faal e nâo é que me sai este gajo!
Klaus Nomi, ópera, rock, humor alemão, excesso de pose gay, mas até que se ouve … uma homenagem involuntária ao nosso “Javali”
Vilar de Mouros 1982, entram em palco uns quase desconhecidos Echo and The Bunnymen para fazer a 1ª parte dos U2 e começam a tocar Over The Wall. Fiquei pasmado e continuei espantado o resto do concerto. Desde aí considero o concerto dos Echo, juntamente com o dos Stranglers os melhores desse mitico festival e o dos já nessa altura previsiveis U2, um dos piores.
Já se sentia a falta de uma entrada em homenagem aos Bracarenses Mão Morta ao Adolfo e ao Miguel Pedro
Ao contrário da maioria do ppl gosto é do Adolfo a cantar. Acho-o quase comovente quando canta. “olha a menina a dançar” era a minha 1ª escolha. Mas como não a encontro, opto por este ” E se depois” Em que pelo menos o Adolfo Luxúria Canibal, canta mais que declama. Mão Morta ao vivo no Insólito.
P.s: Por curiosidade, nem sei se estava lá lol Penso que sim mas não me lembro ao certo. Se pensarmos que outras das músicas dos Mão Morta que mais gosto se chama “eu não estava lá” estamos conversados
Um dia fui para uma discoteca galega, com um gajo kurtido, versão careta, conhecido , aqui no Norte, por KL. Sei que uma hora depois tinha umas galegas roda baixa,feitas a mim. Como é que elas sabiam quer eu comhecia o Chibas ainda estou para descobrir! e o KL acagaçado.
Passei a noite a cantar esta música, foi a minha vingança::
Talvez por ser filho de uma gesta de emigrantes. Este Thousands are Sailing bate-me com muita força. É daquelas que me rejuvesnece, que me faz sentir bem com a minha condição de Tuga. Pena a música ser Irlandesa.
P.S: aqueles dentes do Shane mc Gowan são mesmo podres!? Meu deus que asco!
Deve ser por ser o dia da mentiras, mas hoje estou imparável. De Emir Kusturica gosto é dos filmes. Cada um é melhor que o anterior. Mas fica aqui uma musiquinha, que canto amiúde com o meu filho. “Kusturica & The no smoking orchestra - Pitbull” julgo que é do filme “Tempo dos ciganos” seja como for é demais:
Para além de fazer sucesso cada vez que danço ” a la Iggy Pop” faltava-me referir aqui um grande amigo dos tempos da adolescência. Assim que para meu exclusivo prazer e julgo que também do “Chibas” deixo aqui uma versão alucinada de “The passenger”
- Pai vais-te passar! vai ao Youtube e escreve Joseph Poulpo!
Fui, escrevi e passei-me mesmo, ” The beat box man” é mesmo de espantar. Vejam se não é. O men entoa apenas com a boca 3 melodias diferentes em simultâneo !!!.
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