O melhor do mundo são as crianças

Posted On Maio 30, 2008

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Hoje, graças a uma bola de borracha, que saiu voando pela janela,  passei horas com o Artur, que é o filho de 3 anos da minha empregada.

Já não me divertia tão genuinamente há muito tempo. O mundo, mesmo o mais trivial, visto pelo olhos de uma criança é completamente novo. O seu espanto quando finalmente encontramos sua  pequena bola vermelha rodeadas de pombas, entretidas com coisas de pomba: - Como elas não comeram minha bola?

Vamos no café, pede um copo de água, a senhora lhe dá um. Ele bebe mas no final faz questão de trazer o copo: - Ela me deu o copo de água choramingava. O melhor do mundo são mesmo as crianças:

Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.

 

O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa…
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças…
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca…

Fernando Pessoa

 

Estou cansado

Posted On Maio 26, 2008

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Estou cansado, é claro,
Porque, a certa altura, a gente tem que estar cansado.
De que estou cansado, não sei:
De nada me serviria sabê-lo,
Pois o cansaço fica na mesma.
A ferida dói como dói
E não em função da causa que a produziu.
Sim, estou cansado,
E um pouco sorridente
De o cansaço ser só isto —
Uma vontade de sono no corpo,
Um desejo de não pensar na alma,
E por cima de tudo uma transparência lúcida
Do entendimento retrospectivo…
E a luxúria única de não ter já esperanças?
Sou inteligente; eis tudo.
Tenho visto muito e entendido muito o que tenho visto,
E há um certo prazer até no cansaço que isto nos dá,
Que afinal a cabeça sempre serve para qualquer coisa.

Álvaro de Campos

Não existo

Posted On Maio 24, 2008

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Como estou contente quero despedir-me com algo de que realmente gosto.
Gosto de muita coisa, mas algumas coisas de Álvaro de Campos batem-me particularmente. Queria ir dormir, mas o meu vizinho cansou-se de ouvir música nordestina e está numa de Elton Jonh! Apesar de estar baixinho vai ficar dificil adormecer, com tamanha asquerosidade de fundo. Espero não ter que voltar para aqui.
Começo a conhecer-me. Não existo.
Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram,
ou metade desse intervalo, porque também há vida …
Sou isso, enfim …
Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulhos de chinelos no corredor.
Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo.
É um universo barato.

Gostava de gostar de gostar.

Posted On Abril 7, 2008

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Sei lá porque, se calhar até sei, mas isto virou moda familiar, é rara a ceia de Natal que algum dos Mareados que compõe a minha familia não diz “Gostava de gostar de gostar”

Gostava de gostar de gostar.
Um momento… Dá-me de ali um cigarro,
Do maço em cima da mesa de cabeceira.
Continua… Dizias
Que no desenvolvimento da metafisica
De Kant a Hegel
Alguma coisa se perdeu.
Concordo em absoluto.
Estive realmente a ouvir.
Nondum amabam et amare amabam (Santo Agostinho).
Que coisa curiosa estas associações de idéias!
Estou fatigado de estar pensando em sentir outra coisa.
Obrigado. Deixa-me acender. Continua. Hegel…

Post em linha reta

Posted On Abril 4, 2008

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Apetece-me escrever mas não sei sobre o quê. Vai daí lembrei-me do poema em linha reta do meu amado Álvaro de Campos ( que coisa mais abixanada!) . O tal poema em que ele diz que nunca conheceu ninguém que tivesse levado porrada e que foi ridiculo às criadas de servir, entre outras confissões meio gays. Depois se tiver pachorra meto-o aqui ao lado numa das páginas.

Mas porque que é que ainda hoje ler Álvaro de Campos pela 1ª vez é como levar um murro no estômago? Porque apesar de ser tuga como nós era capaz de se rir de si próprio. Talvez por ter crescido em Durbam, mas que se lixe.

 Mas nós adoramos os ” doidos chalados” capazes de confessarem os seus medos e angustias. Para logo voltarmos à nossa pesada tradição de herdeiros duns quaisqueres Silva Pereira, familia séria e quase histórica, que exige de nós uma postura “em linha reta”.

Por vezes pergunto-me porque é que um povo tão ufano e tão ligado ao mar, nunca se deitou a afogar colectivamente???!!!

Aguirre

Posted On Março 17, 2008

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É a ultima por hoje, prometo

O link já estava num dos comentários, mas “Aguirre o conquistador” de Werner Herzog e com música dos Popol Vuh é dos filmes mais mágicos que vi ma minha vida.

Fica aqui o começo, para quem não entende Italiano deixo uma tradução quase selvagem:

25 de Dezembro de 1560, atingimos a ultima barreira na cordilheira dos Andes. Finalmente aproximamo-nos do objectivo. Aqui estão as grandes florestas da nossa terra prometida. De manhã celebro a missa, e depois começámos a subir pelo meio das nuvens.
Sem palavras, e isto é só o começo, se puderem vejam o resto.

Já agora deixo aqui a sinopse deste filme.

Nas minhas viagens secretas

Posted On Março 13, 2008

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Nas minhas viagens secretas, dei um concerto dos Doors em L.A.

Nas minhas viagens secretas, despertei Marilyn mais sexi que nunca.

Nas minhas viagens secretas, criei a cacãnia de Musil com os meus amigos.

Entre a ilusão da minha vida sonhada e a tristeza da minha vida real.

Uma só realidade, a morte.

P.S: Texto escrito por este vosso tasqueiro, há quase 30 anos para uma banda de rock Bracarense.

Só me lembro da 1ª estrofe e do final, tinha isto guardado, mas perdi-o da última vez que tentei arrumar a casa, para aí há um ano lol. Nunca + arrumo nada.

Tabacaria

Posted On Março 12, 2008

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Hoje estou de molho, a fazer coisas que gosto de verdade e pouco de sites e blogs.

Alguns terão reparado que uso muito o nick Tabacaria nos meus blogs, porquê? Porque para além de fumador inverterado sou fanático deste poema de Álvaro de Campos, cada vez que o leio quase choro. Aqui fica na integra:

    Não sou nada.
    Nunca serei nada.
    Não posso querer ser nada.
    À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
    Janelas do meu quarto,
    Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
    (E se soubessem quem é, o que saberiam?),
    Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
    Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
    Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
    Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
    Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
    Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
    Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
    Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
    E não tivesse mais irmandade com as coisas
    Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
    A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
    De dentro da minha cabeça,
    E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
    Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
    Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
    À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
    E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
    Falhei em tudo.
    Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
    A aprendizagem que me deram,
    Desci dela pela janela das traseiras da casa.
    Fui até ao campo com grandes propósitos.
    Mas lá encontrei só ervas e árvores,
    E quando havia gente era igual à outra.
    Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?
    Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
    Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
    E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
    Gênio? Neste momento
    Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
    E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
    Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
    Não, não creio em mim.
    Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
    Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
    Não, nem em mim…
    Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
    Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
    Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
    Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
    E quem sabe se realizáveis,
    Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
    O mundo é para quem nasce para o conquistar
    E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
    Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
    Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
    Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
    Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
    Ainda que não more nela;
    Serei sempre o que não nasceu para isso;
    Serei sempre só o que tinha qualidades;
    Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
    E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
    E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
    Crer em mim? Não, nem em nada.
    Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
    O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,
    E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
    Escravos cardíacos das estrelas,
    Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
    Mas acordamos e ele é opaco,
    Levantamo-nos e ele é alheio,
    Saímos de casa e ele é a terra inteira,
    Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.
    (Come chocolates, pequena;
    Come chocolates!
    Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
    Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
    Come, pequena suja, come!
    Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
    Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
    Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)
    Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
    A caligrafia rápida destes versos,
    Pórtico partido para o Impossível.
    Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
    Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
    A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
    E fico em casa sem camisa.
    (Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
    Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
    Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
    Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
    Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
    Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
    Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -
    Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
    Meu coração é um balde despejado.
    Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
    A mim mesmo e não encontro nada.
    Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
    Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
    Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
    Vejo os cães que também existem,
    E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
    E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)
    Vivi, estudei, amei e até cri,
    E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
    Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
    E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
    (Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
    Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
    E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente
    Fiz de mim o que não soube
    E o que podia fazer de mim não o fiz.
    O dominó que vesti era errado.
    Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
    Quando quis tirar a máscara,
    Estava pegada à cara.
    Quando a tirei e me vi ao espelho,
    Já tinha envelhecido.
    Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
    Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
    Como um cão tolerado pela gerência
    Por ser inofensivo
    E vou escrever esta história para provar que sou sublime.
    Essência musical dos meus versos inúteis,
    Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
    E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
    Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
    Como um tapete em que um bêbado tropeça
    Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.
    Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
    Olho-o com o deconforto da cabeça mal voltada
    E com o desconforto da alma mal-entendendo.
    Ele morrerá e eu morrerei.
    Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
    A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
    Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
    E a língua em que foram escritos os versos.
    Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
    Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
    Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,
    Sempre uma coisa defronte da outra,
    Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
    Sempre o impossível tão estúpido como o real,
    Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
    Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.
    Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
    E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
    Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
    E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.
    Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
    E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
    Sigo o fumo como uma rota própria,
    E gozo, num momento sensitivo e competente,
    A libertação de todas as especulações
    E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.
    Depois deito-me para trás na cadeira
    E continuo fumando.
    Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.
    (Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
    Talvez fosse feliz.)
    Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
    O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
    Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
    (O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
    Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
    Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
    Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.
    Álvaro de Campos, 15-1-1928

A espuma dos dias

Posted On Fevereiro 26, 2008

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O leitor assíduo já deve começar a notar que sou apanhado pelo Boris Vian.

Haverá leitores assíduos e atentos nesta tasca? duvido!

Mas adiante:

O mal deste trabalho é que as ideias nos atacam a toda a hora. Estou eu, feliz da vida numa esplanada, a gozar do “global warm” e de repente, olho para uma flor precoce e lembro-me:

- Porra e se fizesse um site sobre flores e jardinagem, tenho uma amiga que sabe disso e dá dinheiro de certeza?!

E lá vou eu feito maluco, chatear a minha amiga e esboçar um blog florido. Este trabalho é um “brainstorming” onanista e permanente. Põe um gajo tolo.

Manhã submersa

Posted On Fevereiro 20, 2008

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Que dia aziago. Tou em casa do meu amigo Alf que me cedeu o PC e me aturou como só ele é capaz, devido a não ter net em casa.

Tamos a cair para o lado, foi o dia todo a dar-lhe em projectos que não posso, ainda, revelar. Ele sabe mais Inglês do que eu o que é bom, e escreve melhor Português o que é fácil.

Só paramos para comer e ver o Porto, do pouco que vi estivream bem os Dragões. Depois começou tudo a discutir um queria ver a buffy a caçadora de vampiros! Outro o donas de casa desesperadas, em vidiocassete!!! e eu o People Arts. Acabei por ir trabalhar de novo. Fiz para aí 5 sites e 6 blogs!!! Tou tão cansado que até tenho medo de me meter no carro para ir para casa.

Depois de amanhã a minha Net já vai ficar boa, garantem os técnicos.

E o titulo? Simples, além de gostar do Virgilio consegui ficar na cama até as 11:00. Nada mau.