Estive montes de horas a trabalhar nos meus blogues olímpicos, é o que está a dar e há que aproveitar.
Mas estava a trabalhar na ginástica rítmica e não pude deixar de lembrar-me da Manucha.
A Manucha era uma lisboeta morena perfeita e ginasta que vinha a Braga com os seus irmãos Mesquitela passar as férias do verão. Ficava na casa do seu primo o ilustre desconhecido Adolfo Luxúria Canibal.
Claro que ela tinha os pré-adolescentes todos na mão, todos adoravam a Manucha.
Da 1ª vez não me deu grande bola. Deve-me ter achado raquítico de mais para o seu gosto. Mas nos anos seguintes viramos grandes amigos e que saudades de ela fazendo acrobacias só para mim, que me pareciam impossíveis e eu sentado no muro. Isto com ordem para não olhar antes que ela pusesse sua saia no sitio.
Era incrível, vê-la pelo canto dos olhos fazendo o pino só com a mão direita e com a esquerda ajeitando sua saia para tapar as calcinhas e depois dizendo: – Agora sim podes olhar
Isto para explicar que estas coisas que vemos na Tv dos atletas e nos parecem simples, são tão difíceis e requerem tanto trabalho e disciplina que até a ultima classificada merece o mundo a seus pés

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