noticiário


É isso o Padre Melo morreu hoje em Fátima. O simbolo máximo da promiscuidade entre a Igreja e o poder faleceu. Ficou famoso por ter matado ( matou mesmo ) o padre Max e pela rede bombista que liderou no pós 25 de Abril ( liderou mesmo ), não vou fazer mais comentários, para não exagerar, mas ver o seu arqui-enimigo, padre Jorge Ortiga actual Arcebispo de Braga a fazer o seu elogio na Sic deu-me a volta ao estômago. Segue um copy past da noticia:

Óbito: Cónego Melo tornou-se conhecido por combater o movimento comunista no pós-25 de Abril

Braga, 19 Abr (Lusa) – O cónego Eduardo Melo, que morreu hoje em Fátima aos 80 anos, atingiu notoriedade no período mais conturbado do pós-25 de Abril de 1974 ao manifestar-se contra o movimento político comunista.

Monsenhor Eduardo Melo Peixoto faleceu, poucos dias antes de presidir a um Congresso Internacional de Turismo Religioso, na Póvoa de Varzim, onde seria vendido o livro de memórias que acabara de publicar.

O Cónego Melo foi encontrado, ao começo da manhã de hoje, sem vida no quarto onde pernoitava numa instituição católica em Fátima.

Segundo fonte da Arquidiocese, o seu corpo será transladado, ainda hoje, para uma igreja da cidade, provavelmente para a Sé, onde será velado em câmara ardente.

O Congresso de turismo religioso, organizado pela cooperativa Turel de Braga a que presidia, era, apenas, uma das inúmeras actividades em que continuou envolvido, desde que deixou o cargo de Deão do Cabido da Sé, no começo do século.

Na década de 80 do século passado, num processo que se prolongou no tempo, viveu momentos difíceis com a acusação de que foi alvo, mas que sempre negou e nunca foi provada, de envolvimento na morte do padre Max, um sacerdote de extrema-esquerda de Vila Real, morto em 1976 em circunstâncias nunca esclarecidas.

No processo judicial não foi sequer pronunciado para julgamento, em Vila Real, tendo os arguidos sido todos absolvidos no julgamento.

A sua actividade recente passava, nomeadamente, pela presidência da Confraria de Nossa Senhora do Sameiro, e da Irmandade de São Bento da Porta Aberta, pelos cursos de Cristandade, pelo ISAVE – Instituto Superior do Vale do Ave e pela presidência do Conselho Geral do Sporting de Braga.

Considerado o padre mais influente e mediático da diocese de Braga, de que foi Vigário-geral e Deão do Cabido da Sé, foi alvo de dezenas de homenagens na cidade, a última das quais para comemorar os cinquenta anos de sacerdócio e que juntou mais de mil pessoas.

Para além dos muros da “cidade dos Arcebispos”, ficou conhecido no país, durante o chamado verão quente de 1975, por ter protagonizado a luta da Igreja de Braga contra a tentativa do PCP de implantar o comunismo em Portugal.

Neste capítulo, terá tido ligações com o MDLP- Movimento Democrático de Libertação de Portugal, ligado ao então general António de Spínola, cujos membros terá escondido num seminário de Braga, onde foram apanhados pelo Copcon, um organismo do MFA, Movimento das Forças Armadas .

Filho de um industrial bracarense, Eduardo de Melo Peixoto nasceu na freguesia de São Lázaro, Braga, a 30 de Outubro de 1927.

Entrou para o seminário de Nossa Senhora da Conceição em 1939, recebeu a ordenação sacerdotal a 08 de Julho de 1951 e cantou a sua Primeira Missa em S. Lázaro a 15 de Julho.

Oito anos mais tarde, embarcou como capelão militar do Batalhão da Extremadura para a Índia portuguesa, donde regressou em 1961.

Em 1968, matriculou-se na Faculdade de Direito Canónico de Salamanca, Espanha, onde se licenciou em 1971 e prestou provas de doutoramento em 1973 defendendo uma tese de História do Direito.

Fundou dois lares para rapazes, Lar Beato Nuno, por onde passaram milhares de estudantes.

Pastoralmente, exerceu as mais variadas missões. Foi pároco em vários lugares, exerceu cargos em diversos organismos da Arquidiocese de Braga e em alguns de cariz civilista, como sucede com o Sporting Clube de Braga, onde teve a função de Presidente do Conselho Geral.

Em 2002, o então vigário-geral da Arquidiocese de Braga e Deão apresentou a demissão do cargo ao Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, devido ao facto de ter atingido os 75 anos de idade.

A sua saída da hierarquia da Arquidiocese seguiu-se a um período de alguma tensão com o Arcebispo por causa da colocação de uma estátua na rotunda de Monte de Arcos em Braga, proposta por um grupo de bracarenses.

O prelado concordava com uma homenagem ao “Cónego” Melo, mas não com a colocação de uma estátua, embora respeitasse a decisão dos promotores.

Uma das suas últimas obras foi a da recuperação da Sé de Braga, na década de 1990, depois de ter organizado um congresso evocativo dos 900 anos da sagração daquele monumento, em 1989.

Comendador de Ordem de Mérito, distinção concedida pelo Presidente da República, Mário Soares, era, ainda, Deão honorário de Santiago de Compostela.

Eduardo Melo é ainda um dos poucos contemplados com a medalha de ouro da cidade de Braga.

LM/HN.

Lusa/fim

P.S: Já agora e para contrapor a esta treta do gajo da lusa de Braga, deixo aqui ao estilo requiem umas palavritas de fernando Pessoa.:
“Fazes falta? Ó sombra fútil chamada gente!
Ninguém faz falta; não fazes falta a ninguém…
Sem ti correrá tudo sem ti.”

“Ah, pobre vaidade de carne e osso chamada homem.
Não vês que não tens importância absolutamente nenhuma? És importante para ti, porque é a ti que te sentes.
És tudo para ti, porque para ti és o universo,
E o próprio universo e os outros
Satélites da tua subjectividade objectiva.
És importante para ti porque só tu és importante para ti.”
E tu mera causa ocasional daquela carpidação,
Tu verdadeiramente morto, muito mais morto que calculas…
Muito mais morto aqui que calculas.

Adaptado do poema: “Se te queres matar” de Álvaro de Campos, antecipando a histeria hipócrita que se vai apoderar de muitos dos meus conterrâneos

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Que raio de titulo, já agora, numa de intelectual juntemo-lhes “Angustia para o jantar” era do Stau Monteiro, nera?

Foi mais angustia para o almoço. Mas vi claramente visto, que o aumento do preço do petróleo levava a um aumento da procura de enegias alternativas, nomeadamente à custa do preço dos cereais, levando a que um quilo de arroz ou cevada fosse incomportável para um cidadão médio do Bangladesh ou do Haiti.

Estranho mundo este em que o depósito cheio de uns, é o estômago vazio de outros!
Quero lá saber … bem lá no fundo.

É a noticia do dia. Vários bloggers profissionais têm morrido nos últimos dias devido a problemas cardíacos. Ao que parece o excesso de stress e as horas a fio passadas a actualizar blogues têm sido fatais para alguns dos mais populares blogueiros norte americanos. Á cautela vou-me dedicar, nos próximos dias, a uns projectos pendentes que não têm nada a ver com blogues, só me faltava bater a bota em cima do teclado novo!

Só para dizer que detestei este novo “layout” aqui do wordpress. Fica tudo muito mais confuso, ao menos ao outro já conhecia os truques. Tenho para aí uns 4 blogues nesta conta, e tenho medo de estar a pôr este post no blogue da Ana Malhoa. Até ficava fixe digam lá?

Parece que o Cristiano Ronaldo marcou mais um golo hoje. Lá vou ter eu que ir ao youtube buscar o resumo do jogo, para pôr no meu blogue do Chris, antes de ir dormir, que é do que estou a precisar urgentemente.

Entre um refogado (de marisco) e uma ida à casa de banho tive oportunidade de escutar isto do Pinto da Costa, na Tvi:

Vamos igororá-los como se ignoram os “bermes”.

 O men tá choné? Só pode.

O site AltSearchEngine.com propôs que o dia 1º de Abril (o dia dos tolos) fosse declarado dia oficial sem o Google. Este site fornece uma lista de 300 motores de busca alternativos ao Google. E se mesmo assim, o vicio fôr mais forte e não conseguirmos resistir a uma pequenina pesquisa podemos sempre dizer que foi brincadeira de 1º de Abril!

Não me apetece dormir, nem trabalhar nem nada, assim que querido diário vais ter de me aturar…

O país está espantado com a cena da aluna a gritar com a “stora” por causa de um telemóvel

Que coisa mais ridícula, como se não se passassem todos os dias cenas 30 vezes mais graves nas escolas deste país. Como se não houvessem quotidianamente professores a sofrer agressões e abusos muito maiores. Não dá é no Youtube, mas estou certo que se passam.

Felizmente que me fartei de ser professor há uns 7 anos, foi a melhor coisa que fiz na vida. Mas os resultados eram de prever dada a progressiva desautorização dos professores, transformados em burocratas, “assinadores” de milhares de papeis e redactores de milhares adendas para as actas, cada dia mais idiotas.

A escola vista como depósito de alunos, sem obrigações quase nenhumas e tantas outras coisas de que nem me quero lembrar, terminaram, nisto.

Já no meu tempo não era pêra doce, mas ser professor do secundário, hoje em dia em Portugal, deve ser das profissões mais desgastantes do mundo.