Admiro aqueles blogues que não tendo nada para dizer sobre determinado assunto, falam na mesma com uma seriedade impressionante.

Eles ficam verdadeiramente ofendidos com a fraca prestação dos atletas portugueses. Sentem-se roubados cada vez que sai uma notícia de um pequeno crime económico.

Apesar de liberais e tudo menos chauvinistas ou racistas saiem-se com um ror de banalidades cada vez que um brasileiro assalta um banco ou um preto rouba um carro. Como invejo estes gajos. Porque é que Deus não me fez casado, fútil, e tributável?

Ontem vi em directo a final dos 100 metros livres em natação, nos jogos olímpicos de Pequim

Na pista 8 entrava um brasileiro, César Cielo Filho, me preparei para torcer por ele, apesar de pensar que na melhor das hipoteses ele terminaria num honroso 6º lugar.

Para meu contentetamento e espanto ele termina 3º e conquista uma fantástica e inesperada medalha de bronze para o Brasil. Fui dormir contente.

Mas para meu espanto hoje vejo os resumos da prova nas Tv’s tugas e nem uma referência à proesa do Brasileiro. Não é por ter namorada brasileira, mas sempre achei que as vitórias brasileiras eram um pouco nossas também. E não entendo esta nova moda da imprensa Portuguesa de quase ignorar as proesas dos atletas do país irmão. Só lhes fica mal

Estive montes de horas a trabalhar nos meus blogues olímpicos, é o que está a dar e há que aproveitar.
Mas estava a trabalhar na ginástica rítmica e não pude deixar de lembrar-me da Manucha.
A Manucha era uma lisboeta morena perfeita e ginasta que vinha a Braga com os seus irmãos Mesquitela passar as férias do verão. Ficava na casa do seu primo o ilustre desconhecido Adolfo Luxúria Canibal.
Claro que ela tinha os pré-adolescentes todos na mão, todos adoravam a Manucha.
Da 1ª vez não me deu grande bola. Deve-me ter achado raquítico de mais para o seu gosto. Mas nos anos seguintes viramos grandes amigos e que saudades de ela fazendo acrobacias só para mim, que me pareciam impossíveis e eu sentado no muro. Isto com ordem para não olhar antes que ela pusesse sua saia no sitio.
Era incrível, vê-la pelo canto dos olhos fazendo o pino só com a mão direita e com a esquerda ajeitando sua saia para tapar as calcinhas e depois dizendo: – Agora sim podes olhar
Isto para explicar que estas coisas que vemos na Tv dos atletas e nos parecem simples, são tão difíceis e requerem tanto trabalho e disciplina que até a ultima classificada merece o mundo a seus pés